XV Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

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Dados do Trabalho


Título

Metástase esplênica de Carcinoma de Endometrio: relato de caso e revisão de literatura

Apresentação do caso

46 anos fez cirurgia e radioterapia para carcinoma endometrial em estágio II; 12 meses depois, a tomografia de abdome evidenciou uma massa esplênica. A biópsia mostrou metástase de carcinoma endometrial, foi realizada esplenectomia e confirmou que a lesão era de origem endometrial e solitária. Após a esplenectomia, o paciente foi encaminhada a quimioterapia, 1 ano e 6 meses após a esplenectomia, ela está viva sem doença intraperitoneal.

Discussão

A metástase esplênica do carcinoma endometrial é um evento raro, com poucos casos documentados na literatura. Ocorre disseminação multivisceral do câncer ou como uma lesão solitária. A raridade pode ser explicada por fatores anatômicos e do microambiente esplênico: constante fluxo de sangue através do baço; o ângulo agudo da artéria esplênica que se ramifica, e a tortuosidade da artéria esplênica que dificulta a entrada de êmbolos tumorais no baço; as contrações rítmicas do tumor que impedem a implantação no baço; a escassez de vasos linfáticos no baço; o papel da cápsula esplênica como barreira física; a presença de fatores humorais antitumorais e alta concentração de fagócitos no baço. No entanto, o recente desenvolvimento de anticorpos imunológicos e moleculares sensíveis, permitiu a detecção de celulas tumores individuais nos linfonodos regionais, sangue ou órgãos distantes ao mesmo tempo do diagnóstico primário do tumor . Isso apóia o conceito de que a disseminação micrometastática ocorre no início do curso da doença maligna e não é tão afetada por fatores mecânicos. Assim a análise dos relatos de casos clínicos sugerem que metástases esplênicas solitárias podem resultar do crescimento de uma micrometástase na fase inicial do tumor que migra pelo sangue até o baço, e que após um período latência clínica, muitas vezes vários anos após o diagnóstico do tumor primário é identificado por métodos de imagem. A metástase esplênica do carcinoma endometrial é geralmente solitária limitada ao parênquima esplênico. Até os presentes estudos é difícil prever o comportamento clínico de uma metástase solitária no baço por causa da raridade.

Comentários Finais

A esplenectomia é um tratamento adequado para controlar a doença a metástatica esplênica, promovendo cura ou sobrevivência. Como os pacientes com metástase esplênica podem ser assintomáticos, o intervalo entre os diagnósticos de carcinoma endometrial e metástase esplênica pode ser prolongado, sendo necessário um acompanhamento prolongado após o tratamento primário do carcinoma endometrial.

Palavras-chave

câncer de endométrio; metástase esplênica; mecanismo de disseminação mecânica da metástase

Área

Oncoginecologia

Autores

TALITA TALITA SPOSITO, VINICIUS CESAR FURQUIM, TADEU AVILA CASTRO, LUIZ GUSTAVO HERMOGENES PEREIRA, CLEUBER BARBOSA OLIVEIRA, LILIA FREITAS OLIVEIRA, PEDRO HENRIQUE MAIA NOGUEIRA SILVA