XV Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

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Dados do Trabalho


Título

Câncer de bexiga metastático da mama com apresentação rara na cistoscopia – Relato de caso

Apresentação do caso

CLV, 54 anos, mulher, branca, solteira, natural de Minas Gerais, diagnosticada em 2014 com carcinoma ductal de mama direita com metástases ósseas difusas. A imunohistoquímica mostrou receptores de estrogênio e progesterona positivos. Iniciou hormonioterapia paliativa naquele ano. Em 2017 evoluiu com metástase para a pele em braço direito, sendo submetida a quimioterapia paliativa além da hormonioterapia. Devido a dor óssea, ainda em 2017 foi submetida a radioterapia antiálgica sobre coluna lombar e pelve. Apresentou bom controle de doença de 2018 a 2020. Em 2020, iniciou quadro de hematúria, sendo internada na urgência devido a sintomas miccionais. Realizou ultrassonografia que revelou hidronefrose moderada a esquerda e cistoscopia que mostrou múltiplas áreas de sufusão hemorrágica. Foi realizada ressonância nuclear magnética sem evidência de doença macroscópica na bexiga ou outro sítio. Realizou-se ressecção endoscópica de área de mucosa com maior sufusão hemorrágica cujo estudo anatomopatológico revelou carcinoma pouco diferenciado e a imunohistoquímica mostrou tratar-se de carcinoma não pequenas células, positivo para citoceratina 7, GATA-3 , mamaglobina e receptor de estrogênio positivo. Foi iniciado ainda em 2020, quimioterapia paliativa. Em janeiro de 2021, paciente apresentou-se com bom controle dos sintomas e da doença oncológica durante consulta ambulatorial.

Discussão

O câncer de mama é a neoplasia mais comum em mulheres em todo o mundo, realidade esta que se mantem em nosso país. Os sítios mais comuns de metástases incluem ossos, fígado e pulmão. A disseminação para a bexiga é rara, com poucos relatos de casos na literatura. Quando acontecem, a maioria dos casos cursam com lesão vegetante intravesical, uma minoria apresenta apenas alterações de mucosa. Dessa forma, o diagnóstico de metástase vesical pode ser facilmente negligenciado como causa de hematúria nestas pacientes. Descrevemos um caso de uma mulher com câncer de mama que apresentou metástase tardia para a bexiga, cujo quadro clínico era somente de hematúria e a cistoscopia mostrava apenas sufusões hemorrágicas, sendo extremamente rara tal apresentação cistoscópica.

Comentários Finais

Portanto, pacientes com história pregressa de neoplasia de mama que apresentem sintomas miccionais devem ser investigadas para lesões secundárias no trato urinário afim de precisão diagnóstica e tratamento adequado, visando maior qualidade de vida e sobrevida livre de doença.

Palavras-chave

Câncer de mama, Metástase vesical, Cistoscopia.

Área

Uro – Oncologia*

Autores

LAÍS BOTELHO BRUM, DANIEL CARVALHO RIBEIRO, RENE ALOISIO COSTA, ABILIO DE CASTRO ALMEIDA, PEDRO RIBEIRO DA MOTTA