XV Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

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Dados do Trabalho


Título

FIBROEPITELIOMA DE PINKUS – RELATO DE CASO

Apresentação do caso

G.A., masculino, 55 anos, apresentou nodulação semifixa, indolor, com 3,5cm, em topografia da face anterior e superior da coxa esquerda, referindo crescimento progressivo e lento, há aproximadamente 4 anos. A hipótese diagnóstica foi de lesão cutânea benigna. Submetido a exérese local, a avaliação imuno-histoquímica identificou um carcinoma basocelular fibroepitelial (fibroepitelioma de Pinkus), estendendo-se até a derme e com necessidade de ampliação das margens. Encaminho ao serviço de cirurgia oncológica, foi submetido à ressecção da cicatriz cirúrgica, com anatomopatológico livre de lesão residual e margens amplas. O paciente apresentou boa evolução e sem intercorrências. O termo de consentimento informado foi obtido para uso das imagens descritivas e lâminas histológicas.

Discussão

Trata-se de uma neoplasia cutânea extremamente rara, com incidência de 0,2% a 1,4% entre os carcinomas basocelulares, com pico de incidência entre a quarta e quinta décadas de vida, sendo mais prevalente em mulheres. A etiopatogenia é controversa, já que alguns autores o classificam como variante do carcinoma basocelular, enquanto outros do tricoblastoma. São descritos alguns fatores de risco, como hereditariedade, radioterapia prévia, exposição solar e inflamação cutânea crônica. A histopatologia é fundamental para o diagnóstico, evidenciando filamentos ramificados longos e finos de células basalóides, em meio a um estroma abundante e fibroso, conectados a derme subjacente, assemelhando‐se a um favo de mel, características encontradas no caso relatado. Ao exame físico, pode-se apresentar como uma pápula ou placa eritematosa, elevada ou pediculada, e na maioria das vezes nodular. Localiza-se geralmente em áreas sem fotoexposição, como região lombossacra, pubiana ou genitocrural. Na dermatoscopia, percebem-se vasos finos com arborização ou linhas septais brancas. O tratamento envolve o reconhecimento e exérese total da lesão com margens amplas, sendo resolutiva na maioria dos casos.

Comentários Finais

O fibroepitelioma de Pinkus é uma neoplasia incomum e, por sua aparência macroscópica potencialmente benigna, evolução lenta e baixa agressividade local, pode ser uma condição pouco relatada e subdiagnosticada. A análise histopatológica, aliada à dermatoscopia, é fundamental para o reconhecimento e realização da excisão cirúrgica. O prognóstico é bom, com baixo potencial de metástases, quando a excisão é completa e com margens cirúrgicas adequadas.

Palavras-chave

Fibroepitelioma de Pinkus; Neoplasia de células basalóides; Histologia.

Área

Oncologia Cutânea*

Autores

FABIO PAIZ, EDUARDO KLOECKNER PIRES DIAS, LUMA GIRARDI KAUTZ, CLOVIS KLOCK, GIOVANNA SANAGIOTTO ROSS, BEATRIZ WUSTRO TONINI