XV Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

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Dados do Trabalho


Título

AVALIAÇÃO DO PROGNÓSTICO DOS DIFERENTES SUBTIPOS DE CARCINOMAS NEUROENDÓCRINOS DE ESÔFAGO EM UM ESTUDO POPULACIONAL

Introdução

Neoplasias neuroendócrinas são extremamente raras e representam de 0,4% a 2% de todas as neoplasias malignas do esôfago. O impacto do tipo histológico neuroendócrino no prognóstico e sobrevida do paciente é pouco debatido.

Objetivo

O objetivo desse estudo é de comparar as taxas de sobrevida de tumores neuroendócrinos primários comparados com adenocarcinoma e de carcinoma de células escamosas (CEC) de esôfago.

Método

Este é um estudo tipo Coorte retrospectiva com uso de dados do banco de dados do Surveillance, Epidemiology, and End Results Program (SEER). Foram inclusos dados de pacientes submetidos a esofagectomias entre 2000 e 2018. Sobrevida global e sobrevida específica de câncer foram avaliados pelas curvas de Kaplan-Meier e teste logrank. Modelos de regressão Cox proporcional foram utilizados para avaliar variáveis relacionadas a sobrevida global.

Resultados

Após critérios de elegibilidade, 66528 pacientes foram selecionados. O tempo médio de acompanhamento foi de 22,6 meses (SD 35,6). Adenocarcinoma foi o tipo predominante (62,4%), seguido de Carcinoma espinocelular (36%). Carcinoma de células gigantes (LCNEC), carcinoma de pequenas células (SCNEC), e carcinoma adenoneuroendócrino misto (MANEC) representam cada um menos de 1%. A análise de sobrevida global a longo prazo demonstrou que o adenocarcinoma esofágico apresenta melhor prognóstico que todos os outros tipos histológicos (valor-p para teste logrank < 0,001). Com adenocarcinoma como referência, o Risco Relativo (RR) foi 1,32 para Carcinoma de células gigantes (95% IC 1,2 a 1,45) e 1,37 para carcinoma de pequenas células (95% IC 1,23 a 1,53). O RR foi 1,22 para carcinoma espinocelular (95% IC: 1,2 a 1,24); e 1,3 para carcinoma adenoneuroendócrino misto (95% IC 1,01 a 1,66). Para análise de regressão Cox multivariada, com exceção de idade e estadio, os subtipos neuroendócrinos carcinoma de células gigantes e o carcinoma de pequenas células foram considerados variáveis de prognóstico independentes.

Conclusão

No esôfago, os carcinomas de células gigantes e os carcinomas de pequenas células apresentam piores taxas de sobrevida a longo prazo do que carcinoma espinocelular e adenocarcinoma.

Palavras-chave

tumor neuroendócrino; carcinoma neuroendócrino; neoplasia de esôfago

Área

Trato gastrointestinal alto*

Autores

STEFANIE SOPHIE BUUCK MARQUES, ESAU FURINI FERREIRA BARROS, FERNANDA CAVALCANTI CABRAL HONORIO, JOÃO EMILIO LEMOS PINHEIRO FILHO, ALEXANDRE CRUZ HENRIQUES, JAQUES WAISBERG, ANDRE RONCON DIAS, FRANCISCO TUSTUMI