XV Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

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Dados do Trabalho


Título

Relato de caso: Fístula anastomótica.Tratamento endoscópico a vácuo.

Apresentação do caso

Paciente masculino de 49 anos de idade, tabagista de 1 maço dia, com antecedentes de ansiedade e dislipidemia, em uso de fluoxetina 40 mg dia e fenofibrato 200mg ao dia. Permaneceu internado por infecção por covid-19 em julho de 2020, sendo realizada TC de tórax onde foi evidenciado espessamento parietal na transição esofagogástrica, com posterior diagnóstico de adenocarcinoma invasor da cárdia.
Após neoadjuvancia com esquema FLOT , desde 12/20 até 02/21, o dia 13/04/2021 foi submetido a Gastrectomia total com linfadenectomia D2 e reconstrução em Y de Roux, pancreatectomia caudal, esplenectomia e colecistectomia via laparotômica. Enviado margem de esôfago distal para congelação resultando em margem livre de neoplasia.
Permaneceu em cuidados intensivos, sendo realizado no 4° dia pós cirúrgico teste de azul de metileno via oral com resultado positivo para fístula anastomótica. Foram realizadas EDA sendo decidido iniciar curativo a vácuo com sonda nasogástrica alocada na brecha da anastomose e conectada a aspiração continua. Após 3 trocas do curativo, evoluiu com fechamento completo da brecha anastomótica recebendo alta hospitalar o dia 20/05/21.
Paciente mantem acompanhamento ambulatorial recebendo dieta pastosa via oral.
Resultado AP: Apó tratamento neoadjuvante, Ausência de células tumorais viáveis, reposta completa - escore 0.(Esquema Ryan modificado para escore de regressão tumoral)

Discussão

As cirurgias do trato gastrointestinal podem evoluir com complicações tais como deiscências e fístulas anastomóticas, causando aumento na morbidade e mortalidade com requerimento de cuidados intensivos e de maior complexidade.
No tratamento da patologia oncológica com grandes ressecções, se faz necessário dispor de alternativas à abordagem cirúrgica. Devem-se analisar as vantagens de intervenções minimamente invasivas quando disponíveis, com o objetivo de diminuir o tempo cirúrgico, poupar recursos e otimizar a recuperação pós cirúrgica dos pacientes.

Comentários Finais

Em nossa experiencia o curativo a vácuo apresenta-se como opção efetiva de tratamento para fistula esofagojejunal pós cirúrgica como modalidade endoscópica minimamente invasiva.

Palavras-chave

fístula, anastomose esofagojejunal

Área

Trato gastrointestinal alto*

Autores

SILVIA VALERIA LUQUI, GUSTAVO BONILHA LISBOA, ALEX OKITA, HELIO TOSHIO OUKI, MÁRCIO CARMONA MARQUES, MATHEUS NOVAES DA SILVA ABREU, NATHALIA SALAS D`ALAMBERT, GRAZIELA BOMFIM, PABLO RODRIGO DE SEQUEIRA, ANDRESSA MACHADO