XV Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

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Dados do Trabalho


Título

Recidiva local tardia de Carcinoma Colorretal: um relato de caso

Apresentação do caso

Paciente M.P.A, sexo feminino, 62 anos, hipertensa, com história de Adenocarcinoma de Sigmoide, submetida a Retossigmoidectomia em 2013, com estadiamento inicial T3N2M0 (Estadio IIIb), ressecado com margens livres. Submetida a quimioterapia adjuvante, com boa evolução. Realizado acompanhamento com oncologista clínico durante 5 anos, com controle imaginológico e laboratorial negativos para recidiva de doença.
Em abril de 2021, iniciou com quadro de dor abdominal difusa associado a distensão abdominal, com diagnóstico clínico e tomográfico de Obstrução Intestinal Ileal por aderências peritoneais. Submetida a laparotomia exploradora com achado de aderências firmes e realizado biópsia de nódulo endurecido em mesossigmóide. Estudo histológico evidenciando Adenocarcinoma de cólon metastático.
Realizado PET-TC com evidência de tecido hipermetabólico em leito cirúrgico. Submetida, então, a nova abordagem cirúrgica, evidenciando lesão endurecida em mesossigmoide, acometendo ureter esquerdo com moderada dilatação à montante. Ressecção em monobloco de mesossigmoide e ureter esquerdo para garantia de margens. Exame anatomopatológico e imunohistoquímico confirmando Adenocarcinoma de Cólon metastático.

Discussão

O Carcinoma Colorretal é o 3ª tipo de câncer mais comum no Brasil e também o 3º em causa de morte por Câncer no Brasil. A cirurgia é o principal tratamento, com altas taxas de cura se tratado precocemente. A doença possui uma alta taxa de recidiva para estadiamento II e III, com cerca de 40% em 5 anos, sendo a recidiva hepática a mais comum, a maioria em até 2 anos de doença. A recorrência intrabdominal é relativamente rara, normalmente sintomática, ocorrendo em cerca de 4-11% dos casos em 5 anos de acompanhamento, determinando um prognóstico ruim, com média de sobrevida entre 8-16 meses. As taxas de recidiva tardia (>5 anos) para o Carcinoma Colorretal ainda são desconhecidas, com pouco consenso entre a literatura.

Comentários Finais

O relato de caso apresenta uma paciente com uma recidiva após 8 anos de tratamento de um Carcinoma Colorretal. As taxas de recidiva tardia ainda são pouco congruentes na literatura e a maioria das sociedades de especialidades recomendam o acompanhamento por até 5 anos, o que pode ser prejudicial para esses pacientes. Abre-se, portanto, espaço para discussão de acompanhamento por períodos mais longos, principalmente para pacientes com tumores de alto grau, com altas taxas de recidiva.

Palavras-chave

Carcinoma colorretal; Recidiva tardia; Recidiva local

Área

Tumores coloretais e canal anal*

Autores

ROBSON LIZ BRAGA ALMEIDA, ÉVERTON OTÁVIO FLORES FERRÃO, AMANDA CRISTINA VIRGÍLIO ALVES, LETÍCIA MARTINS DE ARAÚJO CAMPOS LINHARES, RODRIGO SOUZA SARMENTO VALENTE, RICARDO MENDES CORREA, JÚLIA GOMES ANDRADE, OTTO MÜLLER SILVA LOPES, MILHEM JAMELEDIEN MORAIS KANSAON