XV Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

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Dados do Trabalho


Título

RELATO DE CASO: MANEJO DE PACIENTE COM MALACOPLAQUIA DE PARTES MOLES

Apresentação do caso

R.M.D.N, feminina, 65 anos, com ulceração na vulva à direita, adenomegalia inguinal dolorosa, dificuldade de deambular e perda de 10% do peso ponderal com evolução em oito meses. Exame físico: massa lobulada na região inguinal direita com ulceração paravulvar, sem massas abdominais palpáveis. A tomografia de pelve evidenciou lesão expansiva de aspecto neoplásico, acometendo a sínfise púbica e infiltrando para os músculos pélvicos. As radiografias de coluna toracolombar e bacia mostraram reabsorção óssea no ramo inferior do púbis bilateralmente. A biópsia evidenciou macroscopicamente aspecto nodular (12,6 g), superfície lobulada e de coloração castanho amarelada. Já a microscopia revelou processo inflamatório crônico, xantogranulomatoso com células gigantes e presença de tecido fibroso cicatricial denso, permeado por numerosos histiócitos com citoplasma eosinofílico e granulomas, focos de infiltrado inflamatório linfoplasmocitário, além de estruturas basofílicas em forma de halo compatíveis com corpos de Michaelis-Gutmann. Na imunohistoquímica houve a expressão positiva de CD68, IgG4 e IgG humana e verificou-se presença de processo inflamatório denso e exuberante, rico em histiócitos e corpúsculos de Michaelis-Gutmann, fechando-se diagnóstico de malacoplaquia. Para o tratamento instituiu-se antibioticoterapia com sulfametoxazol e trimetoprima por 8 semanas, codeína e gabapentina, os quais garantiram melhora clínica da paciente. Como seguimento, realizou-se em 6 meses novos exames de imagem que mostraram importante regressão do componente tumoral de partes moles.

Discussão

Diante do caso, há uma gama de manifestações sistêmicas frente à doença, variáveis de acordo com o sítio de acometimento, como demonstrado, porém sem sintomas cardinais que permitam definir a malacoplaquia apenas com história clínica. Dessa forma, a presença de células de Von Hansemann e corpos de Michaelis-Gutmann, associada a imunohistoquímica com expressão positiva de CD68, IgG4 e IgG humana são confirmatórios do diagnóstico tanto na literatura quanto no caso e o prognóstico é positivo com redução expressiva das lesões através do tratamento com antibioticoterapia.

Comentários Finais

Concluiu-se que o relato apresentou quadro clínico e diagnóstico clássico de malacoplaquia, o que corrobora para o meio científico, mas também revela a necessidade de mais evidências robustas na literatura que favoreçam tanto o diagnóstico mais precoce quanto o tratamento dos pacientes.

Palavras-chave

MALACOPLAQUIA
CORPOS DE MICHAELIS-GUTMANN
TUMOR DE PARTES MOLES

Área

Outros e Miscelânia*

Autores

LARA ARANTES RODRIGUES DA CUNHA, PEDRO TEIXEIRA MEIRELES, ISADORA HUEB BARATA, THIAGO MARTINS FERREIRA CUNHA, CAROLINA CARDOSO DE MELO, RAFAELA MELO SISCONETTO, LUIZ CARLOS FURTADO DE ALMEIDA JUNIOR