XV Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

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Dados do Trabalho


Título

Melanoma primário de vulva

Apresentação do caso

Paciente do sexo feminino, 75 anos, refere lesão pigmentada em região pequenos lábios há 2 anos, procurou atendimento ginecológico referindo prurido, irritação e alteração macroscópica (crescimento). Ao exame ginecológico, lesões pigmentadas planas acometendo pequenos lábios, com ABCDE (A-assimetria B-bordas C-cor D-diâmero> 6 mm E-evolução) do melanoma positivo. Trazia exame anatomopatológico de biópsia incisional confirmando suspeita de melanoma invasor primário de vulva (Breslow 1 mm e Clark III). Exame clínico (ginecológico, palpação inguinal), laboratorial (LDH) e radiológico (tomografias) para estadiamento não demonstraram doença linfonodal ou metástase a distância. Foi submetida à ressecção cirúrgica (vulvectomia radical) com margens oncológicas e pesquisa de linfonodo sentinela técnica combinada, Tecnécio Tc-99m e azul patente, negativo no exame de congelação e resultado final (parafina) e reconstrução com retalho cutâneo.

Discussão

Melanoma maligno primário de vulva é um tumor raro, melanomas vulvares e vaginais do trato genital feminino representam 1 a 3% de todos os melanomas diagnosticados em mulheres. É uma variante mucosa do melanoma, acometendo regiões não expostas à radiação ultravioleta. Acomete mulheres com idade média 68 anos, 90% etnia branca. Locais mais comuns, pequenos lábios e a região periuretral. Sintomatologia mais relatada sangramento, nódulo ou massa vulvar, prurido, dor e irritação, ou desconforto à micção.O tratamento preconizado é a ressecção cirúrgica quando possível com reconstrução imediata, respeitando estadiamento e orientações de tratamento do melanoma (histopatológico).

Comentários Finais

O estudo do linfonodo sentinela (SLN), possui uma taxa média detecção 98,3%, nenhuma evidência apoiou a execução de linfadenectomia posterior (após mapeamento de SLN). As técnicas para reconstrução anatômica, retalhos locorregionais são diversas. O caso relatado fomenta a discussão de doença rara e agressiva, que mesmo quando o diagnóstico e o tratamento são instituídos, tem seu prognóstico ainda muito imprevisível.

Palavras-chave

Melanoma, vulva, linfonodo sentinela

Área

Oncologia Cutânea*

Autores

MAURÍLIO DE CÁSSIO GOLINELI, GIOVANA GUARIZO BARBOZA