XV Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

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Dados do Trabalho


Título

A extubação precoce após esofagectomia é segura. Uma revisão sistemática e meta-análise

Introdução

A esofagectomia apresenta alta morbimortalidade, principalmente devido às complicações pulmonares. Consequentemente, o suporte ventilatório é a base do manejo pós-operatório. No entanto, ainda não há consenso sobre o momento da extubação. Há o temor de que a extubação precoce possa resultar em alto risco de reintubação urgente. Por outro lado, existe o risco de dano pulmonar na intubação prolongada.

Objetivo

Assim, o presente estudo tem como objetivo comparar a extubação precoce com a tardia após esofagectomia.

Método

Foi realizada uma revisão sistemática no PubMed, Lilacs, Cochrane Library Central e Embase, comparando a extubação precoce com a tardia após esofagectomia. O resultado primário foi a reintubação. Os desfechos secundários incluíram mortalidade; complicações; complicações pulmonares; pneumonia; fístula anastomótica; tempo de internação; e tempo de internação na UTI. Os critérios de inclusão foram: a) ensaios clínicos e estudos de coorte; b) pacientes adultos (> 18 anos); e c) pacientes com câncer de esôfago submetidos à esofagectomia. Os resultados foram resumidos pela diferença de risco e diferença média. Intervalo de confiança de 95% e modelo randômico foram aplicados.

Resultados

Cinco artigos foram selecionados, compreendendo 566 pacientes. A extubação precoce não aumentou o risco de reintubação, com uma diferença de risco de 0,02 (IC 95% -0,02; 0,07). Além disso, não houve diferença para mortalidade -0,01 (IC 95% -0,04; 0,03); complicações -0,09 (IC 95% -0,22; 0,05); complicações pulmonares -0,05 (IC 95% -0,13; 0,03); pneumonia -0,06 (IC 95% -0,18; 0,05); fístula anastomótica -0,01 (IC 95% -0,09; 0,08). Além disso, não houve diferença média significativa para: tempo de internação -1,12 (IC 95% -5,99; 3,76); e tempo de internação na UTI 0,00 (IC 95% -0,20; 0,20).

Conclusão

A extubação precoce após esofagectomia não aumenta o risco de reintubação, mortalidade, complicações e tempo de internação.

Palavras-chave

ESOFAGECTOMIA, ESOFAGO, VENTILACAO MECANICA, EXTUBAÇÃO

Área

Trato gastrointestinal alto*

Autores

MARIA CAROLINA ANDRADE SERAFIM, MARIA FELICIANO ORLANDINI, CLARA LUCATO DOS SANTOS, LETICIA NOGUEIRA DATRINO, GUILHERME TAVARES, LUCA SCHILIRO TRISTAO, WANDERLEY MARQUES BERNARDO, JOAO EMILIO LEMOS PINHEIRO FILHO, FRANCISCO TUSTUMI