XV Congresso Brasileiro de Cirurgia Oncológica

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Dados do Trabalho


Título

Incidência de estenose em anastomose mecânica após tratamento cirúrgico para câncer colorretal

Introdução

As complicações de anastomoses colorretais podem variar em torno de 5 – 25% dos casos. As principais são a fístula intestinal, a estenose e o sangramento. A estenose ocorre mais tardiamente, provocando dificuldades de evacuação e alteração do hábito intestinal. O tratamento endoscópico com dilatação e estenotomia apresenta índices de sucesso que variam de 90 a 100 % dos casos.

Objetivo

Nosso objetivo é avaliar a incidência de estenoses na anastomose intestinal, em pacientes submetidos a cirurgia para tratamento de câncer colorretal

Método

Foi realizado avaliação retrospectiva com pacientes, portadores do CID C 18, C19 e C 20, atendidos entre o período de 11 de março de 2020 até fevereiro de 2021. Foram incluídos todos os pacientes com anatomopatológico de adenocarcinoma, submetido a tratamento cirúrgico. Foram excluídos os casos operados de urgência e emergência, as cirurgias com anastomose intestinal por outras causas, bem como lesões com outro tipo histológico. Os dados incompletos em prontuário eletrônico, também foram excluídos. As características demográficas, cirúrgicas, clínicas e patológicas foram analisados e transcritos em planilha de Excel para posterior análise descritiva.

Resultados

De um total de 135 cirurgias por câncer colorretal, identificamos 6 pacientes (4,4%), submetidos a tratamento cirúrgico que posteriormente evoluíram com sinais de estenose da anastomose intestinal. A idade média foi de 61 ± 11 anos, sendo a maioria homens (83%). Quanto a localização do tumor primário, três (50%) localizavam-se no reto e o restante, cólon sigmoide. Quanto ao tratamento cirúrgico previamente realizado, foram duas excisões totais do mesorreto e quatro retossigmoidectomias. A ileostomia de proteção foi realizada em três casos. O principal sintoma, nas estenoses intestinais, era a dificuldade de evacuação e a constipação. A média de intervalo, da cirurgia para diagnóstico da estenose foi de 13 meses. Quanto ao tratamento, apenas dois casos realizaram dilatação endoscópica com recuperação total das funções evacuatórias. Os demais estão em programação de tratamento. O acesso a demora na terapia endoscópica foi prejudicado pela pandemia Sars-Cov-2. Não houve complicações após dilatação.

Conclusão

Concluímos que, em nossa instituição, nos pacientes portadores de câncer colorretal, submetidos a tratamento cirúrgico, a incidência de estenose na anastomose intestinal foi de 4.4%.

Palavras-chave

câncer colorretal; adenocarcinoma; estenose de anastomose

Área

Tumores coloretais e canal anal*

Autores

DANIEL RAMOS NEVES SERRANO, LETICIA ALMEIDA PONTES, JULIANA DE SOUZA FERREIRA, VIVANE PONTES DE SOUZA PORTO, PEDRO HENRIQUE COÊLHO DE MELO LEITE, THYARA AYANA PRESSOTTO, MARINA POSSENTI FRIZZARIN, BERNARDO FONTEL POMPEU, LUIS FERNANDO PAES LEME